Conexões balanceadas e desbalanceadas.

Nos sistemas de áudio frequentemente encontramos alguns equipamentos com entradas e saídas analógicas balanceadas e outros com entradas e saídas desbalanceadas, ou até mesmo com as duas opções. Mas qual é a diferença entre as ligações balanceadas e desbalanceadas?

 

 Ligação desbalanceada

 Um cabo de instrumento musical é um exemplo de linha desbalanceada que possui dois condutores. Um condutor é o terra, também chamado de comum, malha ou retorno. O outro é o sinal de linha também chamado de positivo ou “hot”. O positivo carrega o sinal e o terra atua como referencia.
 

Conectores desbalanceados

Plugs TS (P10 mono) e RCA

Conexões desbalanceadas usam normalmente conectores tipo RCA ou P10 mono (TS de ¼ de polegada). Os cabos normalmente são compostos por um condutor central envolvido por uma malha que servirá como proteção contra interferências de fontes externas como a indução de “HUM” pela proximidade de cabos elétricos, ou “RF” radio freqüência.

Ligação balanceada

 Além do condutor positivo citado acima, a ligação balanceada adiciona um outro condutor, chamado de negativo ou “cold”. O principio básico aqui é que os dois condutores carregam sinais idênticos mas com uma diferença de fase de exatamente 180°. As entradas balanceadas dos equipamentos possuem transformadores e amplificadores operacionais que respondem à diferença entre os sinais fora de fase e rejeitam sinais em fase (como ruídos que foram induzidos, ao longo do cabo, igualmente nos dois condutores – positivo e negativo).

Conectores XLR e TRS (P10 stereo)

Plugs XLR e TRS (P10 stereo)

As conexões balanceadas normalmente utilizam conectores tipo XLR (Canon) ou P10 stereo (TRS de ¼ de polegada). Os cabos são compostos por dois condutores que normalmente são trançados entre si, envolvidos por uma malha que servirá como blindagem contra ruídos.

O que é um patchbay?

Podemos dizer que o patchbay é um painel que centraliza todas as conexões do estúdio. O patch pode ser de sinal analógico, digital, vídeo, controle, etc…
O importante mesmo é que todas as conexões, de origem semelhante (analógico ou digital ou controle, etc) cheguem até esse painel.
Tal qual uma telefonista fazia antigamente, ligando o telefone de uma casa ao de outra casa através de um cabo, o patch vai interligar os equipamentos do estúdio (shows, etc).
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Road Show SC48 – Venue – Digidesign

 

 

 
Programação:

14:00 – 16:00 – Treinamento básico das mesas Venue

 

16:30 – 17:00 – Drink de boas vindas para todos

 

17:00 – 18:00 – Apresentação de Ricardo “Rocoto” Mantini, Especialista de Produtos Digidesign para América Latina

 

18:00 – 19:00 – Apresentação de plug-ins 19:00 – 20:00 – Dúvidas e sorteios de brindes

 

Road Show Venue SC 48

Road Show Venue SC 48

Veja em qual data o evento passará por sua cidade, e necessário que voce comfirme sua presença através do email pelucia@quanta.com.br, o email deve conter :
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Endereço:
Telefone para contato:
Será lhe enviado um convite, para que voce possa participar do evento, no evento serão sorteados os seguintes brindes aos participantes:
01 Mbox Mini, 01 Mbox Micro, 04 Iloks e vários brindes
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Data dos Eventos
10/11 – Salvador
Local: Mercure Salvador
Endereço: Rua Fonte do Boi, 215 – Rio Vermelho

 

 

12/11 – Rio de Janeiro
Local: Teatro Suassuna
Endereço: Av. Das Américas, 2603 – Barra

 

16/11 – São Paulo
Local: Hotel São Paulo INN
Endereço: Largo Santa Ifigênia, 44-A – Centro

 

18/11 – Porto Alegre
Local: Hotel Plaza São Rafael (Plazinha)
Endereço: Av. Alberto Bins, 509 – Centro

 

 

 

 

 

GRAVADOR ANALÓGICO – LIMPEZA DO SISTEMA DE TRANSPORTE

Para garantir um bom desempenho do gravador analógico, a limpeza das cabeças e do sistema de transporte deve ser bem cuidado.

A fita analógica é feita de material magnético, que vai se desprendendo conforme passa pelos guias, rollers e cabeças do gravador (principalmente quando essas fitas são mais velhas ou reutilizadas).
O material que vai se depositando nos guias interfere diretamente no posicionamento e tracionamento da fita, mudando a forma como ela passa pelas cabeças. A consequência é proporcional à quantidade de material depositado. Quando mais sujo estiver o gravador, menos “fiel” será a gravação e reprodução do sinal de áudio.

As cabeças de gravação, reprodução e apagamento sujas também exercem influência negativa na leitura e gravação do sinal, porque o material depositado forma um tipo de uma “camada” que vai interferir diretamente na magnetização da fita.

A seguir, damos algumas dicas de como proceder para a limpeza do transporte do gravador analógico.

1- Limpeza dos guias do gravador: Limpar todas as peças metálicas que têm contato com a fita com algodão ou pano macio levemente umedecido com álcool isopropílico (cuidado para não deixar fiapos). Os guias, cuja função é manter a posição da fita na altura correta durante a passagem pelas cabeças, têm cantos em suas partes superiores e inferiores onde normalmente resíduos ficam acumulados e que são mais difíceis de limpar: uma dica é utilizar um cartão de visita umedecido com álcool isopropílico para retirar completamente esses resíduos.

Figura 1 - Guia do sistema de transporte (detalhe).

Figura 1 - Guia do sistema de transporte (detalhe).

2- Limpeza das cabeças: Proceda à limpeza das cabeças da mesma forma que com os guias, porém com bastante cuidado: não utilizar força demasiada para retirar os resíduos mais difíceis e sim passar mais vezes o algodão umedecido com álcool isopropílico.

Os passos 1 e 2 devem ser feitos diariamente. No caso de utilizar fitas antigas ou reutilizar fitas para novas gravações, esta limpeza deve ser feita a cada troca de fita ou sempre que perceber que o sinal está perdendo agudos ou nível (em casos mais graves).

3- Limpeza dos guias e pinch-roller: Lavar os guias e pinch-roller, que são compostos de borracha, com água e sabão neutro (não utilizar qualquer tipo de escova); o álcool ataca a borracha, por isso nunca deve ser utilizado para limpeza dessas partes. É necessário retirar essas peças do gravador e lavá-las fora e só recolocá-las quando estiverem bem secas. A água pode danificar algumas partes metálicas do gravador.

4- Desmagnetização das cabeças e do sistema de transporte: Este procedimento depende de quanto o equipamento é utilizado: deve ser feito a cada 50 horas de uso do gravador no modo play; também deve ser feito sempre antes de se utilizar o Tape de referência para alinhamento.

Utilizar um desmagnetizador para retirar resíduos magnéticos das cabeças e todas as partes metálicas por onde passa a fita. Para este procedimento o gravador deve estar desligado: o desmagnetizador dever ser ligado afastado do gravador e aproximado da peça a ser desmagnetizada lentamente até que chegue o mais próximo da peça sem tocá-la. Com movimentos lentos na vertical percorrer toda a extensão da peça por algumas vezes; mantendo o mesmo movimento, afastar o desmagnetizador lentamente. No caso dos guias livres é necessário girá-los lentamente enquanto desmagnetiza, para garantir que toda a superfície que tem contato com a fita seja desmagnetizada.

Soma de sinais. Cabo Y ou split

Cabo em Y para soma de sinais

Encontrei diversas vezes cabos tipo Y ou split para somar sinais de linha. O caso mais comum é a soma dos sinais de monitoração (L/R) para conectar um sub-woofer.

Um único sub-woofer é uma forma rentável e popular de se adicionar energia de baixas freqüências a pequenos sistemas. Isso é possível pelo fato de que baixas freqüências (abaixo de 100Hz) têm comprimentos de onda longos o que dificulta a identificação de sua origem (não é necessário utilizar um sub-woofer para cada canal do sinal estéreo).

 Utilizar uma conexão Y para misturar 2 sinais em 1 não é correto e pode até danificar os equipamentos envolvidos. Estas conexões em Y foram criadas para se enviar 1 sinal para 2 entradas (split).

A regra é: Saídas são de baixa impedância e só devem ser ligadas a entradas de alta impedância (oposição à passagem da corrente elétrica). Nunca se deve unir duas saídas diretamente.

De uma maneira bem simplificada, a justificativa pode ser encontrada no seguinte fórmula: V=Z.i , ou seja, mantendo-se a tensão (V) se a impedância (Z) diminui, a corrente (i) tem que subir.

Quando juntamos duas saídas, a impedância de cada uma tende a cair, aumentando a corrente, forçando ambas as saídas ao limite de corrente, acarretando possíveis danos às duas. O resultado será, no mínimo, grave perda de sinal.

 Assim surge a questão: qual a melhor forma de tornar mono (somar) os dois sinais?

Para fazer isso facilmente, você pode ligar as duas saídas de seu equipamento juntas usando as malhas resistivas descritas abaixo.

 Somando sinais desbalanceados

Dois resistores de 470 ohms ligam cada entrada para a junção de um terceiro resistor 10 K ohms, que se conecta ao sinal comum (terra). Dessa forma, a impedância de entrada vai ficar em torno de 1 K ohms enquanto que a saída, cerca de 250 ohms. A impedância de saída é baixa o suficiente para que linhas longas ainda possam ser alimentadas, apesar de esta ser uma conexão passiva. A impedância de entrada é realmente muito baixa e requer a capacidade de alimentação de linha de 600 ohms, mas isso não deve gerar problemas para os equipamentos eletronicamente balanceados. Os pólos negativos ficarão ligados uns aos outros, como também as malhas (terra); no entanto, os negativos e as malhas não são interligados. A saída flutuante torna a ligação compatível com sistemas balanceados ou desbalanceados. Usando um conector mono, o negativo e a malha ficam em curto e a conexão atua como um sistema desbalanceado normal; enquanto usando conector estéreo , aproveitamos plenamente os benefícios do terra flutuante.

A Figura 1 mostra a ligação necessária para fontes com saídas desbalanceadas.

 
Figura 1 - soma de sinais desbalanceados

Figura 1 - soma de sinais desbalanceados

 

A Figura 2 mostra uma ligação para combinar uma entrada estéreo para uma saída mono. A entrada e saída são 1/4 TRS, ou um mini-jack 1/8 TRS. Neste caso é fundamental utilizar resistores de 1% de tolerância para evitar que qualquer diferença de valor entre resistores com valores similares degrade a capacidade de rejeição de modo comum do sistema.

Figura 2 - cabo em Y para soma de sinal stereo para mono

Figura 2 - cabo em Y para soma de sinal stereo para mono

 

 

Somando sinais balanceados

As Figuras 3 e 4 mostram a ligação para um sistema balanceado. O circuito é uma extensão natural do que aparece na Figura 1. Desta forma, temos a ponta do TRS (pino 2 do XLR, positivo) e o anel do TRS (pino 3 do XLR, negativo) ligados através das malhas resistivas mostradas. Use resistores de 1% de tolerância. Na saída, utilizar resistor de 20 K ohms.

Figura 3 - Soma de dois sinais balanceados (conector XLR) para um balanceado

Figura 3 - Soma de dois sinais balanceados (conector XLR) para um balanceado

figura4 - soma de dois sinais balanceados com conector TRS (stereo)

figura4 - soma de dois sinais balanceados com conector TRS (stereo)

 

Impedância

Resistência oferecida por um condutor à passagem da corrente; efeito combinado da resistência, da indutância e da capacitânciasobre um sinal a uma determinada frequência.

Impedância elétrica (Z) É a relação entre o valor eficaz da diferença de potencial (U) entre os terminais de um determinado circuito elétrico e o valor da corrente resultante (I) num circuito de corrente alternada: Z = \frac{U}{I}

onde:

Z é a impedância elétrica em ohms; U é a tensão elétrica, em volts e, I é a corrente elétrica, em amperes.

Analógico (analog)

Exemplo de forma de onda senoidal

Exemplo de forma de onda senoidal

Grandeza física medida por uma função contínua; sinal cuja variação é contínua. Sinal analógico é um tipo de sinal contínuo que varia em função do tempo.

Exemplos de meios que registram sinais analógicos: disco vinil, fita magnética (rolo, cassete), filme em película.
Analog input – entrada analógica
Analog output – saída analógicag
Analog-to-digital conversion (conversão AD)- conversão de analógico para digital = conversão de uma grandeza digital em um sinal numérico

Gravador Analógico – sistema de transporte

O sistema de transporte é o conjunto das partes do gravador, que garante a estabilidade e o posicionamento correto da fita no bloco de cabeças enquanto ela é levada de um carretel para outro.

As partes que compõem o sistema de transporte são:

Rollers (guias livres): metálicos ou compostos de borracha, cuja função é manter a estabilidade da fita na cabeça.

Guides (guias): geralmente são fixos; determinam o posicionamento da fita nas cabeças.

Tension arms (braços de tensão): guias livres, acoplados a um mecanismo que envia a informação elétrica para os motores e os carretéis, com a finalidade de manter a fita tensionada no bloco de cabeças.

Capstan: eixo com velocidade constante que determina a velocidade da fita.

Pinch‑roller: rolo de pressão que pressiona a fita contra o capstan a fim de manter a velocidade constante.

Reel motor: motor do carretel que bobina a fita quando em modo play.

Supply motor: motor do carretel que fornece a fita quando em modo play.

 

Figura 1 - Sistema de transporte do gravador analógico

Figura 1 - Sistema de transporte do gravador analógico

Figura 2 - Gravador analógico - bloco de cabeças (head block)

Figura 2 - Gravador analógico - bloco de cabeças (head block)