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Conexões balanceadas e desbalanceadas.

Nos sistemas de áudio frequentemente encontramos alguns equipamentos com entradas e saídas analógicas balanceadas e outros com entradas e saídas desbalanceadas, ou até mesmo com as duas opções. Mas qual é a diferença entre as ligações balanceadas e desbalanceadas?

 

 Ligação desbalanceada

 Um cabo de instrumento musical é um exemplo de linha desbalanceada que possui dois condutores. Um condutor é o terra, também chamado de comum, malha ou retorno. O outro é o sinal de linha também chamado de positivo ou “hot”. O positivo carrega o sinal e o terra atua como referencia.
 

Conectores desbalanceados

Plugs TS (P10 mono) e RCA

Conexões desbalanceadas usam normalmente conectores tipo RCA ou P10 mono (TS de ¼ de polegada). Os cabos normalmente são compostos por um condutor central envolvido por uma malha que servirá como proteção contra interferências de fontes externas como a indução de “HUM” pela proximidade de cabos elétricos, ou “RF” radio freqüência.

Ligação balanceada

 Além do condutor positivo citado acima, a ligação balanceada adiciona um outro condutor, chamado de negativo ou “cold”. O principio básico aqui é que os dois condutores carregam sinais idênticos mas com uma diferença de fase de exatamente 180°. As entradas balanceadas dos equipamentos possuem transformadores e amplificadores operacionais que respondem à diferença entre os sinais fora de fase e rejeitam sinais em fase (como ruídos que foram induzidos, ao longo do cabo, igualmente nos dois condutores – positivo e negativo).

Conectores XLR e TRS (P10 stereo)

Plugs XLR e TRS (P10 stereo)

As conexões balanceadas normalmente utilizam conectores tipo XLR (Canon) ou P10 stereo (TRS de ¼ de polegada). Os cabos são compostos por dois condutores que normalmente são trançados entre si, envolvidos por uma malha que servirá como blindagem contra ruídos.

GRAVADOR ANALÓGICO – LIMPEZA DO SISTEMA DE TRANSPORTE

Para garantir um bom desempenho do gravador analógico, a limpeza das cabeças e do sistema de transporte deve ser bem cuidado.

A fita analógica é feita de material magnético, que vai se desprendendo conforme passa pelos guias, rollers e cabeças do gravador (principalmente quando essas fitas são mais velhas ou reutilizadas).
O material que vai se depositando nos guias interfere diretamente no posicionamento e tracionamento da fita, mudando a forma como ela passa pelas cabeças. A consequência é proporcional à quantidade de material depositado. Quando mais sujo estiver o gravador, menos “fiel” será a gravação e reprodução do sinal de áudio.

As cabeças de gravação, reprodução e apagamento sujas também exercem influência negativa na leitura e gravação do sinal, porque o material depositado forma um tipo de uma “camada” que vai interferir diretamente na magnetização da fita.

A seguir, damos algumas dicas de como proceder para a limpeza do transporte do gravador analógico.

1- Limpeza dos guias do gravador: Limpar todas as peças metálicas que têm contato com a fita com algodão ou pano macio levemente umedecido com álcool isopropílico (cuidado para não deixar fiapos). Os guias, cuja função é manter a posição da fita na altura correta durante a passagem pelas cabeças, têm cantos em suas partes superiores e inferiores onde normalmente resíduos ficam acumulados e que são mais difíceis de limpar: uma dica é utilizar um cartão de visita umedecido com álcool isopropílico para retirar completamente esses resíduos.

Figura 1 - Guia do sistema de transporte (detalhe).

Figura 1 - Guia do sistema de transporte (detalhe).

2- Limpeza das cabeças: Proceda à limpeza das cabeças da mesma forma que com os guias, porém com bastante cuidado: não utilizar força demasiada para retirar os resíduos mais difíceis e sim passar mais vezes o algodão umedecido com álcool isopropílico.

Os passos 1 e 2 devem ser feitos diariamente. No caso de utilizar fitas antigas ou reutilizar fitas para novas gravações, esta limpeza deve ser feita a cada troca de fita ou sempre que perceber que o sinal está perdendo agudos ou nível (em casos mais graves).

3- Limpeza dos guias e pinch-roller: Lavar os guias e pinch-roller, que são compostos de borracha, com água e sabão neutro (não utilizar qualquer tipo de escova); o álcool ataca a borracha, por isso nunca deve ser utilizado para limpeza dessas partes. É necessário retirar essas peças do gravador e lavá-las fora e só recolocá-las quando estiverem bem secas. A água pode danificar algumas partes metálicas do gravador.

4- Desmagnetização das cabeças e do sistema de transporte: Este procedimento depende de quanto o equipamento é utilizado: deve ser feito a cada 50 horas de uso do gravador no modo play; também deve ser feito sempre antes de se utilizar o Tape de referência para alinhamento.

Utilizar um desmagnetizador para retirar resíduos magnéticos das cabeças e todas as partes metálicas por onde passa a fita. Para este procedimento o gravador deve estar desligado: o desmagnetizador dever ser ligado afastado do gravador e aproximado da peça a ser desmagnetizada lentamente até que chegue o mais próximo da peça sem tocá-la. Com movimentos lentos na vertical percorrer toda a extensão da peça por algumas vezes; mantendo o mesmo movimento, afastar o desmagnetizador lentamente. No caso dos guias livres é necessário girá-los lentamente enquanto desmagnetiza, para garantir que toda a superfície que tem contato com a fita seja desmagnetizada.

Analógico (analog)

Exemplo de forma de onda senoidal

Exemplo de forma de onda senoidal

Grandeza física medida por uma função contínua; sinal cuja variação é contínua. Sinal analógico é um tipo de sinal contínuo que varia em função do tempo.

Exemplos de meios que registram sinais analógicos: disco vinil, fita magnética (rolo, cassete), filme em película.
Analog input – entrada analógica
Analog output – saída analógicag
Analog-to-digital conversion (conversão AD)- conversão de analógico para digital = conversão de uma grandeza digital em um sinal numérico